quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Pedido de colaboração

Ora bem...

Lembram-se de falarmos tantas vezes de não conseguirmos encontrar ajuda adequada?  E as experiências desastrosas com ginecologistas, médicos/as de clínica geral e psicólogos/as (incluindo terapeutas sexuais)? 

Os bons profissionais existem, mas, infelizmente, há muitos que não o são. Por desconhecimento e ignorância. Por preconceito e estigma. Por uma série de razões. 

Depois de quase 10 anos de blog, estou a iniciar um estudo sobre a ajuda profissional que mulheres com vaginismo encontram e precisava muito da vossa colaboração! Para que possam, possamos, ter voz e que não seja tão invisível tudo o que se diz e faz, em contexto profissional, aquando de uma situação de vaginismo. É inaceitável que continuem a haver relatos de mulheres que procuram ajuda e não a obtêm. E, pior, o que obtêm leva-as, muitas vezes, a desistir de procurar ajuda e desistir também de si próprias!

Se quiserem participar no estudo é só clicar aqui

Podem participar mulheres com vaginismo atual ou passado. 

Está tudo explicado logo quando abrem o questionário. É totalmente anónimo e o que decidirem partilhar lá será usado (de forma anónima, mais uma vez) para investigação (publicações, comunicações, apresentações) de modo a percebermos melhor a ajuda profissional que as mulheres com vaginismo encontram. 

Encontram também perguntas sobre o vosso tipo de vaginismo, sobre vocês e sobre o tipo de resposta sexual que mais se adequa ao vosso caso. 

Participem! A vossa colaboração é valiosa!

E se quiserem participar em mais estudos deixem o vosso contacto (não fica associado ao questionário). Estou a organizar grupos com mulheres com vaginismo (atual ou passado) para falar mais sobre a questão da ajuda profissional.

Obrigada pela vossa generosidade.

Beijinho*

quinta-feira, 14 de março de 2019

Sabiam que o vaginismo deixou de existir?!

Pois é!

Em 2013 a designação 'vaginismo' desapareceu do Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais (vulgo DSM), agora na sua quinta edição.

Agora os sintomas e o diagnóstico tão nossos conhecidos encontram-se associado a algo designado por 'perturbação de dor genitopélvica/penetração'. Portanto, em vez de mulheres com vaginismo, passamos a ser mulheres com perturbação de dor genitopélvica/penetração...

Gostam mais assim? Eu cá prefiro o meu e o nosso vaginismo do que ter uma perturbação da penetração associada à dor.

Na minha opinião de leiga quiseram juntar o vaginismo (de que se sabe muito pouco) à dispareunia (que se sabe pouco, mas, mesmo assim, sabe-se um pouco mais do que sobre o vaginismo) e, como consequência, a DOR ficou como o ponto central desta perturbação. Não sei se gosto disto, até porque muitas de nós nunca experienciamos dor associada ao vaginismo. Eu, por exemplo, acho que tinha mais medo de não conseguir a penetração do que da dor. Aliás até se podia discutir se se trata de uma DISFUNÇÃO ou de uma FOBIA...

O que acham?
Disfuncionais ou fóbicas? :)
Vagínicas ou perturbadas da dor? :)
Ou tanto faz?

Mas, era isso, só para actualizar que o nome do blog se vai manter apesar desta nova designação da nossa disfunção sexual preferida ter mudado :)

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

O vaginismo é do casal, não da mulher!

Agora que já respondi a todos os e-mails em atraso, acho mesmo que o blog merece um post novo.
Aqui vai :)

Desde o início do meu tratamento do vaginismo a única certeza que tinha era que não queria envolver o M. nas consultas, nem de fisioterapia, nem, muito menos, de psicoterapia. 

Porque tinha medo que nos retirasse aquilo que tínhamos de bom, que era a nossa sexualidade em conjunto.

Porque achava que as consultas poderiam contribuir para que houvesse uma 'deserotização' da nossa relação. 

Porque, e acima de tudo, acreditava que afinal era eu que tinha um problema. 
E não 'nós'.

Neste momento acredito que deveríamos ter tido algumas consultas em conjunto. 
E este post serve para quem ainda vai a tempo para isso...

O que se passou foi que, quando me apercebi, nas consultas com a psi, que o vaginimo é um problema do casal e não da mulher, não sabia bem o que fazer com isso. Aceitar que se eu estivesse com outro parceiro poderia não ter vaginismo... Não sabia mesmo o que fazer com isso!! 

E partilhar com o M. isso iria, na minha cabeça, fazê-lo sentir inseguro.

Tanto a psi como a fisio sempre respeitaram a minha vontade de excluir o M. das sessões. Ainda mais porque ele nunca foi excluído do tratamento. Sempre lhe contei tudo e, como sabem, ele também participou activamente nos ditos 'exercícios'.  

Acho que quando comecei a notar que realmente deveríamos ter partilhado as consultas com a psi, foi quando, após eu já conseguir ter penetração na maior ele não parecia ficar tão tranquilo e 'na maior' como eu. 

Ou seja, lembram-se de dizer que eu não queria que ele se sentisse inseguro?? Eis o resultado. 

Isto já passou e, sinceramente, nem sequer foi um drama. Mas poderia ter sido facilmente evitado! Com umas idas à psi em casal. Neste momento acredito mesmo nisso!

Portanto...

Incluam @s parceiro@s no vosso tratamento e, mais especificamente, nas consultas. 
Porque não há o 'meu' vaginismo, há o 'nosso'!!

- E aposto que as minhas fisio e psi estariam a pensar, se lessem isto: "Eu não tinha dito??" ;))  -

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Pedido de colaboração

Olá!

Bem sei que não tenho publicado nada, mas como o tempo não é muito, a prioridade tem sido dar resposta aos e-mails que recebo. E tenho respondido a tod@s :)

Recebi um pedido de divulgação de um estudo. Parece-me muito interessante.
Se puderem, colaborem!

É com estudos como estes que o vaginismo (embora o estudo não seja exclusiva e principalmente sobre o vaginismo) começa a ser mais divulgados e compreendido...

Aqui fica o pedido:

No âmbito da dissertação de Mestrado Integrado em Psicologia Clínica e da Saúde, da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, está a ser desenvolvido um estudo com o objetivo de avaliar o papel da Auto-Compaixão, Imagem Corporal e Regulação Emocional na Satisfação Relacional e Sexual de mulheres com Dor Sexual e outras Disfunções Sexuais, sob a orientação do Professor Doutor Pedro Nobre e co-orientação da Doutora Cátia Oliveira.

Para a concretização destes objetivos solicitamos a colaboração de mulheres sexualmente ativas, com ou sem estas dificuldadesmaiores de idade  (idade igual ou superior a 18 anos), que estejam (ou não) numa relação amorosa há 6 meses ou mais, para o preenchimento de um questionário online.

Deste modo, pedimos a colaboração de mulheres:

que apresentem dor sexual:

com outra problemática de natureza sexual:

que não apresentem nenhuma destas dificuldades:

Para participar no estudo deverá escolher o link que melhor corresponda à sua situação atual.

No caso de apresentar mais do que uma das dificuldades previamente apresentadas, por favor selecione aquela que tem um maior impacto no momento presente.

A resposta ao questionário tem a duração média de 30 minutos. Algumas questões podem parecer mais difíceis, mas o seu estudo é importante. Se não tiver a certeza em relação à resposta mais precisa, selecione a que considerar que melhor descreve a sua opinião/experiência.

Considerando o tema do estudo, os questionários são completamente ANÓNIMOS, não sendo pedidos dados que possam identificar as pessoas que a eles respondem.

Caso se interesse em obter informação adicional ou ter acesso aos resultados do estudo, poderá entrar em contacto através do email priscila.acvasconcelos@gmail.com


Obrigada pela sua colaboração!


segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Voltei! Voltamos :) Parte II

Após responder a todos os e-mails (acho que nunca escrevi tantas vezes 'desculpa pelo atraso na resposta'...) e a todos os comentários, atrevo-me a dizer que voltei de vez agora!

Vou mesmo manter o blog actualizado.
Até porque há muito que falar. :)

Tive conhecimento de mais dois blogs portugueses que já se encontram na lista de blogs. :)
Até surgiu numa conversa com uma leitora do blog que usar uma essência pode ajudar!
E muitas outras coisas. O que eu aprendo com vocês!
Este tempo que tive 'off' e ao abrir a caixa de correio percebi também que continuamos a precisar muito de ajuda para lidar com a ignorância sobre o vaginismo.

Foi mesmo bom perceber que muitos das meninas cujos e-mails ficaram sem resposta já estão em tratamento e, muitas das vezes, com as 'minhas' psi e fisio maravilhosas :D Tudo isso sem eu dizer nada!

E muitas histórias partilhadas. Umas mais felizes, outras menos.

Obrigada por confiarem em mim e... desculpem mesmo o atraso nas respostas!

Tentei responder a tod@s com o carinho que me merecem, mas se não o fiz, se alguma coisa ficou por dizer, se fui muito rápida na resposta digam, sim? A partir de agora vejo o e-mail todas as semanas.

Fiquem bem e até já!


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Voltei! Voltamos :)

Olá a tod@s!

Desculpem ter desaparecido, mas estive ocupada a gerar um ser humano dentro de mim :)
Se há desculpa boa é esta, não acham?

Conseguimos engravidar e temos um baby lindo que nos enche o coração todos os dias. Acho que foi por ter tanta gente a torcer por nós.

Agora que regresso (ou estou a tentar regressar) não posso deixar de agradecer a tonelada de visualizações, comentários e mensagens. Vou tentar responder a todo@s com todo o carinho. Como tenho a caixa de correio cheia é capaz de demorar, mas vão reclamando se demorar muito, combinado?

Por agora, só queria mesmo partilhar a novidade da gravidez e do nascimento do bebé. Agora somos três cá em casa :)

Até já!

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Ecografia endovaginal

Pronto, era inevitável.

A minha ginecologista adiou o mais possível, mas tive mesmo que fazer uma ecografia endovaginal. A sério, já há o papanicolau, a palpação com os dedos... Não chegava? Eu sei, são exames necessários, etc, etc, mas deixem-me lá desabafar que não acho isto nada bem. Tanto exame esquisito deixa-me por vezes frustrada por ter uma vagina e um útero...

Desabafo à parte, correu bem :)

O médico (sim, não foi a minha ginecologista solidária com a minha situação de ex-vagínica que fez o dito exame) não era lá muito querido, mas foi competente e não me magoou nada. Até porque disse que por eu ter o útero invertido (que mais me há-de acontecer?) a posição em que a sonda da ecografia tem que estar é mais desconfortável. Eu, sinceramente, não senti nenhum desconforto localizado. Só senti desconforto por estar ali naquela posição estranha e pelo médico ser estranho e ainda por cima estar uma assistente na sala a ajudar o médico a fazer anotações...

O procedimento: Estamos lá deitadas naquela cadeira medieval, o médico coloca um preservativo (sim, um preservativo) na sonda ecográfica e pede para quando encostar a sonda à entrada da vagina contrairmos e depois descontrairmos para entrar sem dor (e isso eu faço bem, já toda a gente sabe...). Depois da sonda estar bem lá dentro ele anda lá a ver como está o útero e os ovários e coisas assim... Ainda demora um pouquinho e é um alívio quando finalmente a sonda sai e posso voltar à minha condição de mulher longe daquela cadeira medieval....

Eu hoje estou para reclamar. Desculpem.
Mas, a sério, não custa mesmo nada. Mesmo com o útero invertido como eu :)

Aqui fica uma imagem para verem o que passei ;)



Aproveitem o restinho do Verão! :)

sábado, 3 de maio de 2014

Consulta com a ginecologista - versão 3.0

Voltei! :) :) :)

Depois de ter conseguido responder a todos os e-mails pendentes (que agradeço imenso!!!) resolvi que não passaria de hoje voltar ao blog. 

Se me tiver esquecido de alguém, reclamem, sim? ;)

É que já tenho saudades de escrever.

Antes que perguntem... gravidez nada. Mas continuamos a tentar :)

Tive a minha terceira consulta com a ginecologista. 

O que dizer?
Não custou nada. Não houve ansiedade e nem pensei muito no assunto. Nem antes, nem depois.
Gosto tanto do meu ex-vaginismo :)

Ok, não adoro fazer aqueles exames e ter o espéculo e os dedos da minha ginecologista dentro de mim.

Para não falar, naquela posição estranha e naquela cadeira que mais parece um instrumento de tortura.

Mas nada de dramas. Só desconforto...

Acho que o mais importante em ultrapassar o vaginismo é que, agora, esse desconforto não me causa dúvidas. 
Ou seja, logo após ter conseguido a primeira penetração vaginal todo e qualquer desconforto servia para me fazer duvidar se estaria curada ou não. Agora é bem diferente: todo e qualquer desconforto é atribuído a outra coisa qualquer ou nem sequer é uma questão. 

Uma questão que me colocam frequentemente é se, depois de ultrapassado o vaginismo, as relações com penetração vaginal correm 'normalmente'?

Não sei bem responder a isso. Acho que muitas vezes as penetrações vaginais podem correr de um modo um pouco atribulado (ou porque não se está lubrificada, ou porque o pénis vai demasiado fundo, etc, etc), mas não está relacionado com o vaginismo. Está relacionado com o facto de ser mesmo assim.

As vantagens das ex-vagínicas é que sabem resolver todas essas atribulações :)
Muito treino do pavimento pélvico dá nisso...

Espero que estejam tod@s bem.
Foi bom voltar!


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Pedido de Colaboração - Dor Sexual Feminina


O Papel da Qualidade da Relação e da Resposta do Parceiro na Dor Sexual Feminina

Encontra-se neste momento a decorrer um estudo online intitulado "O Papel da Qualidade da Relação e da Resposta do Parceiro na Dor Sexual Feminina ", integrado no Projeto de Mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde da Mestranda Lisete Ferreira. Inserido no SexLab (Centro de Investigação em Sexualidade Humana), da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, este é um estudo que se encontra sob a orientação do Prof. Dr. Pedro Nobre e da Prof. Dra. Cátia Oliveira. 

O presente estudo tem como principal objetivo avaliar as dimensões relacional e sexual na vivência da dor sexual feminina, em casais heterossexuais. Para este fim, solicitamos a participação de casais dos 18 aos 75 anos de idade, em que a mulher apresente um quadro de dor sexual.

Para participar basta seleccionar o respectivo link:

Mulher com dor sexual:

Respetivo companheiro:

Todos os questionários são completamente anónimos, não sendo pedidos dados que possam identificar as pessoas que a eles respondam.

Qualquer tipo de informação adicional poderá ser solicitada através do email lisete.ferreira15@gmail.com.

Agradecemos desde já a sua participação.

Pedido de Colaboração - Dor Sexual Masculina


Pedido de Colaboração – Estudo “Fatores Psicossociais na Dor Sexual Masculina

Neste momento, encontra-se a decorrer um estudo online intitulado “Fatores Psicossociais na Dor Sexual Masculina”, desenvolvido no SexLab – Centro de Investigação em Sexualidade Humana, da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, e no âmbito da Dissertação de Mestrado Integrado em Psicologia Clínica e da Saúde de Raquel Pereira, sob a orientação do Prof. Dr. Pedro Nobre e da Prof.ª Dr.ª Cátia Oliveira.

O presente estudo aborda fatores psicossociais que influenciam a vivência da dor, e tem como objetivo contribuir para a compreensão  do perfil psicológico de homens portugueses que apresentem dor sexual. Geralmente, este é um quadro clínico de caráter crónico que afeta significativamente a qualidade de vida do paciente. Apesar de se associar, frequentemente, a uma causa orgânica, há muitos casos em que a dor surge como principal sintoma, associada à disfunção do pavimento pélvico, para os quais prevalece uma menor compreensão do fenómeno e menor eficácia dos tratamentos existentes.

A investigação no âmbito da dor mostra uma evidência crescente da influência de fatores de ordem cognitiva, afetiva e social no âmbito da dor, nomeadamente em contexto sexual. Contudo, não é clara a forma como estes se associam para explicar as caraterísticas e intensidade da dor, ou como a distingue de outras disfunções sexuais. Deste modo, o estudo pretende avaliar o papel das dimensões cognitiva, afetiva, sexual e orgânica, e a forma como estas se associam, para explicar a dor e a sua intensidade no contexto sexual.

Para este estudo, solicitamos a participação de homens maiores de 18 anos:
Ø  Que apresentem dor sexual;
Ø  Com outra problemática de natureza sexual;
Ø  Que não apresentem nenhuma destas dificuldades.
Acrescentamos que os questionários são ANÓNIMOS, sendo garantida total confidencialidade dos dados, usados exclusivamente para fins da investigação.
O acesso ao estudo é possível através do linkhttp://www.fpce.up.pt/limesurvey/index.php?sid=59719&lang=pt
Caso deseje esclarecer algúma dúvida ou partilhar um comentário, envie um email para: arlpereira.RP@gmail.com
Desde já, agradecemos a sua atenção.
Cumprimentos,
Raquel Pereira

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Olá!

Desculpem andar desaparecida, mas ando com muitas coisas para fazer e sem tempo para o blog... :(

O meu maior pedido de desculpas vai para todas as pessoas que me enviaram e-mails e que ainda estão sem resposta. Fica aqui a promessa: nas próximas três semanas respondo a todos. Pro-me-to!!

Como este é um post muito rápido - só mesmo para dizer olá e pedir desculpa! - só posso dizer que tudo vai bem em relação ao vaginismo e que, não, ainda não engravidei. E obrigada por estarem a torcer por nós, mas está difícil!

Logo, logo volto a ser uma blogger mais assídua. Pro-me-to!!


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Vaginismo by TLC

Olá :)

Acabei agora mesmo de responder a quase todos e-mails maravilhosos que me têm enviado.
Obrigada por me deixarem fazer parte da vossa vida

Deixo aqui um programa no TLC que abordou o vaginismo, sugestão da minha amiga M.

Eu e a M. conversamos sobre se seria útil colocar este vídeo aqui no blog, por ter, pelo menos aparentemente, uma abordagem muito superficial. Mas decidimos que sim!

Deixo aqui a ressalva que se trata de um programa de tv dado a exageros e a dramatizações, ok? Basta ver o nome do programa: 'strange sex' e tratar o vaginismo como uma  coisa rara e única!!
Para ver com um olhar crítico.

Até breve :))




terça-feira, 13 de agosto de 2013

2.ª consulta com a ginecologista

Olá a tod@s :)

Estou cheia de saudades de escrever aqui no blog, mas no pouco tempo livre que me resta tenho estado a responder aos vossos e-mails (que adoro, adoro, adoro)!

Mas hoje foi o dia de escrever mais um post.

Lembrei-me que já fui à minha 2.ª consulta com a ginecologista há um tempão e não partilhei aqui no blog. Para verem como foi 'traumatizante'... ;)

Não custou nada, mas foi mais desconfortável do que a 1ª consulta.

O espéculo já foi normal (na primeira consulta  a ginecologista utilizou um pequenino que se costuma usar em virgens). Acho também que nesta 2.ª consulta eu estava mais tensa.
Senti um pequeno desconforto, mas tudo perfeito. Inseriu o espéculo, recolheu uma amostra do colo do útero para análise, inseriu dedo, retirou dedo. E tudo bem! Portanto estou pronta para mais consultas de ginecologia.

Continua a parecer inacreditável conseguir que a minha vagina faça o que eu quero e que não funcione como uma parede. Especialmente numa consulta de ginecologia e naquela posição estranha :))

Não sei é se estou pronta para exames mais invasivos, tipo ecografia endovaginal. Só de pensar fico agoniada. Mas, cá entre nós, isso não está relacionado com o vaginismo. É mesmo esquisitice minha! Quando/se tiver que fazer um exame desses preocupo-me com isso, certo?

Fiquem bem!
É muito bom saber que estão aí desse lado :)

Beijinhos

quarta-feira, 8 de maio de 2013

2 anos de blog!

Maio de 2011.
Foi quando comecei a publicar o blog :)

A medo... A torcer para que ninguém lesse e desejosa que muita gente lesse e comentasse ;)
Uma aventura! Que me acompanhou no processo de tratamento! Que me continua a acompanhar.

E que me permitiu fazer amigos e amigas novos. Tod@s maravilhos@s e com uma paciência e generosidade extraordinárias! E que preencheram ainda mais a minha vida.


Em dois anos de blog nunca recebi um mail ou comentário mais desadequado ou a troçar com os meus posts! E eu achava mesmo que isso ia acontecer. Eu sei que ainda pode acontecer (LOL), mas aprendi a não desconfiar tanto e a ter mais esperança e confiança nas pessoas. E isso só me trouxe coisas boas!


Antes que isto fique mais lamechas, só queria agradecer a tod@s @s leitores, a tod@s @s meus amig@s de todas as horas, pelas palavras, pelos comentários, pelas discussões, e por estarem desse lado!

E até já! :)

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Vaginismo e Gravidez

Só para ficar claro, tentar engravidar nunca fez parte dos meus planos.

Digo isto porque já li e ouvi imensas vezes que uma das razões mais frequentes que leva mulheres e casais a procurar tratamento para o vaginismo é o quererem engravidar. 

Nunca foi o meu/nosso caso!

Sempre pensei, enquanto vagínica, que se quisesse engravidar recorreria a uma inseminação artificial numa clínica... 
Eles lá saberiam como é que iriam introduzir fosse o que fosse na minha vagina de vagínica... ;)

Como disse, nunca quis engravidar.
Mas, agora quero! 
Estamos a treinar, portanto! :) E espero que torçam por nós! :-P

E comecei a pensar como seria angustiante ter esta vontade de engravidar e ainda ser vagínica. 

E fui pesquisar modos de engravidar que não implicassem a penetração de um pénis na vagina. 

Claro que para haver uma gravidez há sempre algum tipo de penetração, mas penso que é correcto dizer que quem conseguir introduzir um dedo ou um tampão na vagina consegue fazer um dos três procedimentos de que vou falar a seguir. 

Todos eles supõem uma consulta médica prévia de modo a confirmar que os futuros progenitores estão saudáveis e podem tentar engravidar, claro está! E a toma de ácido fólico pela mulher antes de engravidar! E etc., etc., etc, ...

Inseminação artificial numa clínica

No caso da inseminação artificial numa clínica, temos que nos dirigir a uma clínica (claro está!) que execute este procedimento e seguir as indicações médicas. 

Pelo que percebi cada inseminação tem o valor aproximado de 600€. 

Deixo aqui dois exemplos: uma clínica no Porto e outra em Lisboa (não conheço as clínicas, apenas as encontrei na pesquisa que fiz).

Podem ver o exemplo de uma inseminação artificial neste vídeo. Ele dirige-se a casais inférteis, mas o procedimento é aproximadamente o mesmo.




Inseminação artificial em casa com kits de auto-inseminação

Esta é uma opção mais económica que a ida a uma clínica e mais confortável porque pode-se fazer em casa. É mais económica porque os kits tem um custo muito menor do que uma inseminação numa clínica e dá para realizar várias inseminações. Como é altamente improvável (mas não impossível) que uma mulher engravide com apenas uma tentativa de inseminação artificial é só fazer as contas e perceber como pode ser extremamente caro fazer uma inseminação artificial numa clínica.

Encontrei este site onde vendem os kits online. Certamente deve haver em mais sítios, mas achei que este era tão esclarecedor que não pesquisei mais...
Gostei particularmente das seringas com extensões e do lubrificante que potencia a fertilidade (e eu nem sabia que isso existia). :) Os kits vêm com instruções e conselhos.

Inseminação artificial em casa com uma seringa (sem agulha) e com a parte de cima de um aplicador de plástico de um tampão

Esta é a opção mais 'do it yourself' e a mais económica. Só é necessária uma seringa de 10 mL sem agulha e, para as menos corajosas como eu, a parte de cima de um aplicador de plástico tipo tampax compaq

As seringas podem ser compradas em qualquer farmácia e vêm com agulhas (que obviamente têm que ser removidas).  O procedimento consiste no homem ejacular directamente para dentro da seringa e depois a mulher introduzir a mesma seringa na vagina. Depois de introduzida a seringa o mais fundo possível é só pressionar o êmbolo de modo a que o esperma fique depositado na vagina. 

Como nos outros dois procedimentos, a mulher deverá estar deitada e, preferencialmente, com as ancas elevadas para a gravidade ajudar a que o sémen encontre o caminho certo... ;) 
E deverá estar deitadinha e quietinha durante 30 minutos (se tiver paciência para tal...)

O aplicador de plástico de que falo poderá ser utilizado por mulheres, como eu, que não se imaginam a introduzir uma seringa (dura) na vagina. O que proponho é introduzir o aplicador (que tem aquela forma redonda linda e suave) dentro da vagina e com a ajuda da seringa depositar devagarinho o esperma no aplicador. Como o aplicador é aberto, ele vai deixar passar o esperma para o canal vaginal. Depois do aplicador estar vazio é só retirar e já está! :)) O aplicador funciona como um espéculo (com as devidas diferenças, obviamente) ao abrir o canal vaginal para que se possa depositar lá o esperma.

Também há a opção de seringas vaginais que dispensariam o uso do aplicador, mas não as encontrei em Portugal. Podem vê-las neste site.

Provavelmente há mais opções. Mas penso que estas já constituem divertimento suficiente :)
Se quiserem aumentar as probabilidades de engravidar ao saberem o momento certo para fazer um bebé podem fazer testes de ovulação. Eu uso os da clearblue e funcionam muito bem.

Divirtam-se :)

PS: Nestas pesquisas todas que fiz, cheguei à triste conclusão que há imenso mitos, preconceitos, hostilidade em relação à inseminação artificial, principalmente, caseira. E pelo facto da inseminação artificial caseira se associar (por razões óbvias) a casais de lésbicas que querem engravidar as reacções contra ainda se ampliam mais. Vá-se lá entender estas reacções tristes e ignorantes em relação à homossexualidade e a tudo o que sai fora da suposta 'norma'. :(
As razões utilizadas para desmotivar a inseminação artificial caseira são porque, supostamente, destrói os espermatozóides todos e causa mal-formações no futuro feto (!), ou porque só um profissional habilitado é que pode colocar o sémen no canal vaginal porque uma pessoa sem formação médica poderá magoar a vagina, ou porque é 'pecado' substituir um método natural.
Haja paciência para tanta ignorância!! Fiquei é cheia de vontade de saber mais sobre a inseminação artificial caseira. Depois, se conseguir, publico um post com mais detalhes :)

terça-feira, 5 de março de 2013

Masturbação feminina

Olá! 
Desculpem a ausência! 
E aqui fica um pedido de desculpa ainda mais especial às pessoas a quem ainda não respondi por e-mail! Adoro receber os vossos mails, com notícias, pedidos de ajuda, desabafos ou seja o que for, mas gosto de responder a cada um@ com a mesma atenção e cuidado com que me contactam e, por isso, por vezes demoro um pouco a responder. Mas eu respondo, prometo! ;)  
Obrigada pela paciência e para 'compensar' aqui fica um post que já tinha escrito há um tempão, mas que nunca tinha tido 'coragem' de publicar... :)) aqui vai...

Hesitei muito em fazer este post.

Acho esta palavra - mas-tur-ba-ção - horrorosa. Sempre achei.

Sei lá se é da fonética ou da semântica, se o que é que é, mas não gosto da palavra. 
Sempre que falo dessa 'coisa' digo algo (que a mim me parece mais simpático) que é tocar no corpo ou dar prazer com o toque. Não é tão rigoroso e claro, mas parece-me mais bonitinho.

No fundo, eu sei que esta aversão (?) à palavra está ligada ao tabu, estigma, preconceito, (...) que tenho em relação à sexualidade. Não fosse eu uma ex(?)-vagínica... ;)

Considerações à parte (e vou tentar usar a palavra adequada, portanto...) a masturbação (ggrrrr...) é muito importante para nos conhecermos. E estou a falar da auto-masturbação, portanto (não querendo, no entanto, desvalorizar a outra :))) )

Penso muitas vezes que não haveria primeiras vezes dolorosas se houvesse masturbação suficiente (em qualidade e quantidade) antes da dita primeira vez. É uma forma excelente de habituar o nosso corpo ao toque nessa área e descobrir como ele reage ao toque.

Apesar das minhas dificuldades com a palavra (não se nota nada, pois não?!), nunca tive problemas com a situação em si. 

Claro que o toque que fazia em mim mesma era sempre (antes da fisioterapia) externo, mais controlado (para não tocar na entrada da vagina e áreas muito vizinhas)  e nunca com penetração (aliás, não sei bem se a masturbação diz respeito apenas à parte externa ou inclui também penetração...)
Mas era sempre bom e despreocupado. 
Nunca senti culpa ou vergonha por o fazer. 
Agora, devo dizer, ainda é muito melhor. Porque já posso incluir a penetração com os dedos e com os vibradores e ainda por cima é terapêutico e aconselhado!! ;)

Neste processo todo apercebi-me que para muitas meninas vagínicas a masturbação nunca ocorreu e são 'obrigadas' a tocar em si próprias pela primeira vez por indicação da terapeuta. E até olhar para si próprias pela primeira vez.
E é muitas vezes um processo muito difícil... 

Dá que pensar, não acham? Devíamos aprender enquanto mulheres a estarmos em paz com o nosso corpo e a procurar tirar o máximo prazer dele. Sem stress, sem culpa, sem achar que é feio ou pecado. Ainda para mais com o bónus de, se tivermos uma relação, a masturbação que fazemos sozinhas vai contribuir para a qualidade da relação a dois. E se não tivermos uma relação, é bom na mesma! :)

E relaxa, faz bem à pele e não tem efeitos secundários negativos. ;)

Mesmo assim, devo confessar que, enquanto escrevo este post, estou para aqui a pensar 'publico, não publico?', 'ai que vergonha falar disto!', 'o que vão as pessoas pensar disto?'...
Sim, e isto vindo da mesma pessoa que já publicou mensagens bem mais 'corporais' e íntimas...

Pronto, mas aqui fica. Coragem! ;)
Desculpem o post mais ou menos atrapalhado... e não pensem mal de mim, sim? :)




quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O lub e eu - episódio II

Olá! :)

Lembram-se do post que fiz em relação à minha primeira penetração vaginal sem lubrificante?

Pois... Este post é sobre a minha primeira vez que introduzo um tampão sem a ajuda do lubrificante. Claro que não foi propriamente por estar tão distraída com outras coisas que introduzi o tampão sem lubrificante, foi mesmo por necessidade. 

E até foi cómico! :)

Um dia destes fui ao ginásio e depois do treino reparei que me tinha aparecido o período. 

Claro que que, como qualquer mulher, tinha pensos e tampões de reserva na carteira. Só não tinha o lubrificante, mas não tinha mal porque poderia colocar um penso higiénico, certo? 

ERRADO! 

É que eu tinha levado umas calcinhas fio dental para trocar depois do duche  e (acho que é fácil imaginar) como seria impossível conjugar um penso higiénico com o dito fio dental. Portanto iria ter mesmo que usar o tampão.

Lá me dirigi eu à casa de banho, a pensar 'ainda bem que decidiste hoje escolher umas calcinhas tão giras, tinha mesmo que ser hoje...', abri o tampão, olhei para o aspecto seco e agressivo qb do plástico do aplicador e tentei introduzir e... não é que entrou super bem? 

Mais uma vez, é mesmo fascinante como estas coisas tão banais são conquistas enormes mesmo (ou até especialmente) para uma ex-vagínica!! :) Obviamente que eu sei que os tampões e os aplicadores são feitos para introduzir tal como estão, mas como essa foi sempre uma não-possibilidade para mim, deixei sequer de pensar que poderia introduzir tampões tal e qual como eles vêm na embalagem. 

Para minha defesa, e para não pensarem que deixei de ser controladora, a única razão pela qual não tinha lubrificante comigo é que previ mal o primeiro dia do período (sou super certinha) porque costumo andar sempre com o lub no dia que o período é suposto aparecer... Agora já não tenho que me preocupar tanto e até poupo lubrificante... ;))

Terá sido o meu sub-consciente a obrigar-me a constatar que estou mesmo curada? Se sim, muito obrigada meu querido sub-consciente... ;) Se não, valeu pelo episódio divertido... :)


quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

'Reclaiming the Goddess'

Como prometido, aqui fica o último post sobre o livro 'Vagina' da Naomi Wolf.
Para acabar o ano de 2012 da melhor maneira... :))

Não me canso de recomendar o livro.
A-do-rei!!

Acho que fiquei tão entusiasmada como quando (há muitos anos atrás) li 'O segundo sexo' da Simone de Beauvoir. Obviamente que são obras distintas, mas penso que as duas nos permitem ver o mundo de um modo realmente muito diferente...

Na conclusão, a Naomi Wolf fala do impacto que a exploração de dimensões desconhecidas da vagina teve nela. Não só no que diz respeito ao seu próprio corpo, mas também na sua própria visão do mundo.

Acho que isto também acontece em muit@s de nós quando tratamos/ultrapassamos o vaginismo.
Seja num consultório de um@ psi, seja com o nosso esforço individual, o vaginismo e o seu tratamento nunca incide 'apenas' sobre a vagina. Inevitavelmente ao tratar o vaginismo modificamos, também, a visão que temos do mundo... 
Foi exactamente o que aconteceu comigo. Acho que sem o tratamento do vaginismo não conseguiria me sentir tão 'lúcida' para tomar certas decisões relativas à minha vida como um todo, como tenho vindo a tomar...

Mas, deixo-vos com as palavras da Naomi Wolf:

'I didn´t expect to have such a shift in my own vision just from having explored dimensions of the vagina that had been unknown to me. But just as I was drawn to the subject matter because I suspected that a book about the vagina would be a book about something much greater and different than a 'mere' sex organ, so the change in my understanding is not just about the vagina, but seems to include a shift in how I see the world.' (p.351)
Feliz 2013!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Bom NaTal!


Esta já é a segunda época Natalícia que passo com vocês.

Nem tenho palavras para agradecer a atenção, os contributos, desabafos, amizades, conversas e tudo mais...

Muito, Muito Bom Natal!

Que todos os vossos desejos se concretizem!

OBRIGADA por fazerem parte da minha vida!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

A minha primeira vez...

...sem a ajuda de lubrificante! ;-P

Pois é, caros e caras amigas... 

Tive uma relação sexual com penetração vaginal sem o meu amigo de todas as horas, o meu querido e precioso lubrificante. 

E sabem o que é mais engraçado e o que me levou a considerar isto um 'acontecimento' digno de um post? 

É que nem nos apercebemos que não tínhamos usado lubrificante. Foi só depois que me apercebi  e fiquei, sincera e honestamente, mesmo surpreendida como não sentimos falta nenhuma e não atrapalhou nada. Mesmo nada! Foi mesmo muito bom até, devo dizer! ;)

Acho que o facto de ter sido muito bom não tem necessariamente que se relacionar com a ausência do lubrificante, mas deveu-se, isso sim, ao facto de estarmos tão envolvidos no jogo erótico (há muito tempo que eu não usava este termo, não é?) que nos 'esquecemos' do lubrificante.

Eu sei que é só um detalhe. 

Mas fica provado que não necessito sempre de usar lubrificante para ter penetração vaginal. 
Mais um passinho para cada vez me identificar mais como ex-vagínica!!

Mas, que fique claro: ADORO lubrificantes... ;)))

PS: Estou a acabar o livro da Naomi Wolf. Em breve coloco mais um post (prometo que é só mesmo mais um!) sobre o livro...