quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Vagina: a new biography

O novo livro da Naomi Wolf.
Acabadinho de comprar :)

Ainda não o li, mas deixo aqui um vídeo (muito longo, mas que vale todos os minutinhos que possam dispensar) em que a Naomi Wolf fala do livro e responde a algumas questões levantadas pela audiência.

Acompanho estudos de mulheres e o feminismo (nas suas várias etapas e formas) com muito interesse e acho que o trabalho que a Naomi Wolf apresenta agora pode ser mesmo uma revolução na forma como (não) pensamos a vagina. 

Adorei o vídeo! E estou ansiosa para ler o livro...
Inspirem-se! :))


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Fisioterapia na saúde da mulher

Hoje queria falar (escrever, pronto...) sobre os fisioterapeutas que ajudam mulheres como eu a curar o vaginismo. A serem um bocadinho mais felizes... :))

Que profissional pode efectivamente fazer o tratamento 'hands on' do pavimento pélvico para curar o vaginismo? 

Apenas e só pessoas com formação em fisioterapia e, mais especificamente, em  fisioterapia na saúde da mulher e, ainda mais especificamente, em fisioterapia na saúde da mulher relacionada com a sexualidade... 

Ufa! Com tanta especificidade não admira que isto seja um pouco confuso. 

E que seja difícil perceber a quem recorrer...

Percebi isso também pelas imensas meninas que me perguntam por e-mail quem foi a minha fisioterapeuta porque não conseguem arranjar uma fisioterapeuta que trabalhe o pavimento pélvico. 

Eu consigo dar dois contactos seguros: o da minha própria fisio e de outra fisio recomendadada por ela. Mas isto, geograficamente, restringe-se a Porto e ao Lisboa, nada mais... O que causa muita frustração de meninas fora destas duas cidades, bem sei...

Associado a isto está o facto de ginecologistas e psicólogos desconhecerem este tipo de tratamento e também não encaminharem as pessoas com vaginismo para a fisio... E depois dá nisto: andamos de um lado para o outro à procura de um tratamento quando ele é tão simples. Ai!

Na página da associação portuguesa de fisioterapeutas pode-se encontrar o grupo de interesse de fisioterapia na saúde da mulher e os profissionais que trabalham nesta área. Podem encontrar aqui uma ferramenta que ajuda a localizar profissionais em Portugal por região. Claro que não dá para saber se todos eles tratam o vaginismo, mas pode ser uma opção telefonar e perguntar se tratam o vaginismo e, se sim, com que psicóloga é que trabalham (trabalho em equipa, não se esqueçam!).

NÃO SE ESQUEÇAM: RECORRENDO A PROFISSIONAIS DE SAÚDE, APENAS FISIOTERAPEUTAS PODEM FAZER O TRATAMENTO 'PRÁTICO' - OU SEJA A INTRODUÇÃO DE DEDOS/DILATADORES/SONDAS ETC. NA VAGINA.

Queria deixar um apelo! 

Se tiverem feito fisioterapia no tratamento do vaginismo deixem aqui, ou enviem para o meu mail (sofia.xxyz@gmail.com),  o contacto da fisioterapeuta que vos acompanhou. Como quiserem! Assim, pode ser que eu já consiga ter uma resposta para as meninas fora do Porto e de Lisboa que querem fazer fisioterapia... Obrigada!!

PS: Já agora, que estou a escrever sobre fisioterapia, nos dia 27 e 28 de Outubro vai decorrer o V Encontro do Grupo de Intervenção de Fisioterapia na Saúde da Mulher, em Lisboa,  que "vai permitir o desenvolvimento de competências no entendimento e tratamento das disfunções sexuais, uma área inovadora e ainda pouco explorada no nosso país, como também irá proporcionar um momento de reflexão e debate de outros temas entre todos aqueles que actuam nesta área"...


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Ser vagínica para sempre?

Olá,

Novamente, fiquei uma tonelada de tempo sem escrever... 

Acho que em parte isto se deve a estar a 'ressacar' da ausência de consultas com a psi. 
Porque ando muito ocupada com trabalho já não vou à psi há alguns meses e acho que estou a sentir falta daqueles momentos de ajuda de interpretação do que sinto e do que faço.

Há algo aflitivo para vagínicas como eu, com vaginismo primário, ou seja que nuca tiveram penetração vaginal antes do vaginismo aparecer... 

Bem, acho que não posso dizer isto assim... 
Reformulando:

Há algo aflitivo para mim, que associo com o facto do meu vaginismo ter sido primário, ou seja, o meu vaginismo ter aparecido sem eu antes ter tido qualquer tipo de penetração vaginal 'normal'. 

Melhor, não acham? 
Isto de criticar generalizações  e depois reproduzi-las é que não pode ser... ;)

Bem, como dizia, o que por vezes é aflitivo é a convivência com o vaginismo apesar de tecnicamente o ter ultrapassado. Confuso?
Ou seja como é que eu algum dia vou saber se a minha relação sexual com penetração vaginal é como 'deve ser'?  Eu sei que o 'deve ser' é um conceito altamente duvidoso, mas uma coisa é aquilo que eu sei, outra coisa é aquilo que eu não consigo deixar de sentir.

Eu nunca vou saber como é que é para uma mulher que nunca teve vaginismo. 
Isto é incontornável, eu sei... Mas não deixa de me ocorrer de vez em quando. Há uma perda neste processo que por vezes ainda me faz ficar um pouco triste...

Por exemplo, quando a penetração vaginal está a ocorrer durante algum tempo (tipo 20 minutos) e começo a sentir uma espécie de 'ardor' o meu pensamento imediato é 'VAGINISMO'! Enquanto que uma mulher que não é vagínica associa imediatamente a isso coisas menos problemáticas tipo 'já não tenho lubrificação suficiente' ou 'preciso de mudar de posição'. Eu também acabo por pensar nisso, mas o pensamento imediato é o vaginismo...

E isto vai ser sempre assim?
Não me entendam mal, estas são queixas muito positivas para mim. 

Se há um ano atrás eu sonhasse que estes seriam os meus problemas não acreditaria e transbordaria de felicidade. Mesmo!

Mas, agora que já ultrapassei (tecnicamente, lá está) o vaginismo preciso de afastá-lo também de todos os pequenos desvios da perfeição que possam ocorrer da relação sexual com penetração vaginal. E não sei bem como fazer isto... Penso demais!

Ok. Está visto. Estou mesmo a precisar de uma consulta com a psi. 
Vou marcar. :)

Fiquem bem!
E continuem  a dar notícias! :) 

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Novidades?

Já faz uma eternidade que não escrevo nada. 

E porquê? Provavelmente por preguiça. 
Que coisa feia! ;)

Depois daquela fase do tratamento do vaginismo, dos tampões, das penetrações, etc, etc, tudo isto agora parece tão calmo que, muitas vezes, nem pareço ter nada relevante (pelo menos tão relevante) para escrever. Ora vejam:

Colocar os tampões uma vez por mês não tem nada que saber. Entram direitinho e ficam no seu lugar sem que eu sequer me lembre que há um tampão dentro de mim. Acho que já experimentei todos os tamanhos e utilizo os médios e os super, sempre com aplicador. E continuo a utilizar um pouquinho de lubrificante para que o aplicador seja introduzido mais suavemente.

Também na relação sexual com penetração vaginal continuo a usar sempre o lubrificante. Na verdade, nunca experimentei sem ele, uma vez que resulta lindamente desta maneira. Continuo a ter relações sempre na mesma posição (eu por baixo e ele por cima). Posso dizer que gostaria de ter noutras posições mas, por agora, acho que vamos continuar a fazer como nos sentimos mais confortáveis. Quando ficar farta desta posição, depois vario. E nada da 'ditadura' da penetração vaginal! Continuamos a ter uma vida sexual que vai muito além da penetração. Muitas vezes nem sequer incluímos a penetração como parte do jogo erótico (eu bem disse que gostava deste termo!! ;-) )...

Os vibradores continuam a fazer parte da minha vida, mas por divertimento :) Já não fazem parte da terapia mas sim da parte lúdica da minha vida. Careta como sou, acho que nunca iria comprar um vibrador se não fosse devido ao tratamento do vaginismo... Estão a ver como o vaginismo tem coisas positivas? :) Não liguem, estou meia parva...

E eu não disse que não tenho coisas muito relevantes para dizer? Vou ver se o próximo post é mais 'sério'. 

Aproveitem o sol :))

PS: Já fez um ano que tive a minha primeira penetração vaginal com o M. :))))

segunda-feira, 23 de abril de 2012

2.000 visualizações!!

Nunca pensei ter 1 visualização, quanto mais 2000. Estou orgulhosa! ;)
Obrigada pela paciência de visitarem o blogue, pela palavras tão queridas e por me fazerem sentir acompanhada e útil nesta(s) experiência(s).
A minha vida mudou mesmo!!
Beijinhos (ou abraço forte, como o meu amigo T. diz) a tod@s :))

quinta-feira, 5 de abril de 2012

It's not vulgar! It's vulva!

Recomendado pela minha fisioterapeuta.
Ora vejam aqui

Muito bom!
Para mudar a percepção que temos do corpo feminino através da arte!

Adorei!
E os vídeos do site são muito interessantes...

Boa Páscoa! :)


quinta-feira, 22 de março de 2012

Depois de uma consulta com a psi...

Sim, continuo a ter consultas com a psi.

Acho que até sentir que não preciso daqueles momentos  (tão, tão valiosos)  de desconstrução e reflexão sobre o que sinto, vou continuar a ter consultas com a minha psi maravilhosa. :)

Ultimamente ando baralhada. 

Nunca vivi (vivemos) a sexualidade centrada na penetração vaginal. 
Não, pelo menos, de uma forma explícita.
Para quem conhece o blogue isto não é novidade.

Mas, agora que 'CONSIGO', sinto-me culpada cada vez que não incluo (incluímos) a penetração vaginal no nosso contacto sexual/erótico/whatever... 

Passo a explicar melhor: quando tenho penetração vaginal muito frequentemente sinto-me cada vez mais segura, mas quando deixo passar algum tempo sem que a penetração vaginal aconteça (porque fazemos outras coisas sexualmente) começo a pensar 'e se tudo voltar?...'  e daí a culpa de não ser 'disciplinada' e 'normal'...

Eu sei (racionalmente) que isto não faz sentido nenhum. 
Tanto a culpa (principalmente a culpa!!), como a insegurança.

Ainda para mais porque tenho a 'prova' física (e frequente) que com os vibradores a coisa funciona... ;) 

Se, por um lado, não quero ter penetração vaginal apenas para me sentir segura - até porque gosto e é bom! - por outro, ao não ter penetração vaginal tão frequentemente como tenho as outras formas de contacto sexual com o M., isto tortura-me. Aliás, tal como a psi disse: eu torturo-me a mim própria. 

Vá-se lá entender isto...

Conclusão? 
Resolvi (resolvemos) - este nós agora não sou eu e o M., mas eu a psi, entenda-se - fazer o seguinte: Não deixar a ditadura da penetração vaginal mandar na minha vida, mas não achar que tem 'mal' para me sentir mais 'segura' (e quando começar a pensar muito nisso) incluir a penetração vaginal só porque quero racionalmente 'resolver o assunto'. Ou seja, se começo a pensar que não consigo, nada melhor que 'testar' com o M. e ter a certezinha que consigo. E depois já posso viver tudo muito mais despreocupadamente.

Este 'quero' racional não tem, portanto, que ter um estatuto menor do que o 'quero' relacionado com a vontade física e com o 'desejo'. 

E assim acho que vou conseguir resolver o 'nó' que vai na minha cabeça... :))

Não sei se expliquei bem. É que, até para mim, é difícil de entender... ;)

segunda-feira, 5 de março de 2012

Olá!

Já faz muito tempo que não escrevo aqui.

Estava à espera de ter novidades, mas como não tenho nada de novo para dizer fui adiando o post... Com tanto adiamento senti que estava a perder o contacto com o blogue e daí estar a escrever.

Tudo 'normal', portanto.

Continuo com os meus 'exercícios' com os vibradores, a utilizar orgulhosamente tampões todos os meses (embora não os consiga ainda colocar quando estou com muita pressa) e, CLARO, a continuar a ter relações com penetração vaginal. Mas ainda na mesma posição, lamento... ;)

Obrigada por continuarem a visitar o blogue e pelos e-mails.
Fazem-me sentir que realmente o blogue serve para alguma coisa, além de ser o meu lugar de 'desabafos'.

Espero não demorar tanto tempo a escrever outra vez...

Até já, portanto ;)